Por estes últimos dias, tenho estudado com afinco, a obra de Apolônio de Tiana, mago e filósofo do Século I, cuja essência de seus ensinamentos está calcada no grande bem que a Natureza nos propicia, o Silêncio (Apolônio ficou 5 anos sem falar, obedecendo a regra rígida do Pitagorismo, do qual foi adepto.) Em meio a este momentos, recebo um mimo da querida amiga Ely Vieitez Lisboa: o livro de contos da escritora Eunice Mendes, FACA NA LÍNGUA. Penso em lê-lo logo após o término dos estudos a que me referi acima. (Ainda, ao mesmo tempo, tenho um Malraux para terminar) Mas, como se trata de uma indicação da Ely, resolvo ler apenas o primeiro conto, pois a comichão por boa letras é viciante. E tomo um susto, o conto se chama Silêncio. Um sorriso acompanha de chofre um vixe! E deparo-me com linhas assim: “Silêncio traz verdades incômodas e nos impede de nos escondermos à luz da ignorância. É o carrasco da vida mais pacífica e nos empurra para a infelicidade do autoconhecimento.”Epa! Imediatamente penso em sicronicidade (Hello, Jung!), mas também na energia do próprio taumaturgo da Capadócia, que tenho namorado ultimamente. Sei lá, mas acredito em bons sinais. Enfim, agradeço a Ely pelo precioso presente e parabenizo o talento de Eunice Mendes (sabe das coisas). Adorei tudo isso. E finalizo estes dizeres cantarolando um verso do Gil: “O mistério sempre há de pintar por aí.”

25.9.19

Para a Ely, com afeto.
Classificado como:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *