nunca pensei (planejei ou matei)
que um dia
aquela vida sumiria
como sumiu
a venda que um dia
ou num dia a Venda vendia
como o coreto que na praça
a praça nascia
está lá sem vida
ou com vida vazia
como a calçada do filete de água que ardia
ao sol que nada daquilo hoje mais irradia
a rua em que brincávamos
a lua
para nós pertencia

hoje sem coreto sem calçada
não há vida
que na Venda vendia
apenas uma saudade de hipocrisia
enlutada de mania

apenas uma vida que não mais se anuncia

POEMA ORAL

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