O poeta sabe onde pisa

se pisa no seu vácuo.

Um estado assim

de considerar como seu

pote de ouro,

sua cabeceira da cama.

Sabe andar nas estrelas

e não cultiva flores no chão.

O poeta finca

mistérios não seus,

mas nunca nina

suas palavras consumadas.

O poeta é todo busca

mas não sem fim

posto a poesia ser finda

em si mesma, companheira

eterna de instantes.

Com um palito de fósforo:

único, solitário e essencial.

19.11.11

POTE DE OURO

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