Dois amigos de rua socializam

suas pedras ao largo das vidas

que se alteiam de um sonho

de margem, do drop out incerto.

Vejo sobras das minhas escolhas

nas pulseiras de couro estendidas

na calçada onde, tudo que é sujo,

limpa-se pela ideia de ser livre.

Olhos azuis da criança presente

me denunciam como invasor

do momento que tudo me divide.

No ponto, pessoas e mochilas

esperam, de rostos em fadiga,

ônibus e amanhãs repetitivos.

25.6.19

PRAÇA DAS BANDEIRAS

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