Estar em Rio Preto é como uma manhã enamorada.
Uma ternura atemporal, beijo no portão,
relicário de paralelepípedos,
vagas reiterações indefinidas.

Estar em Rio Preto é como um adeus perene,
lampejos descompassados, perlustradoras
lembranças em cantos insignes,
destituídas do presente e do concreto.

Estar em Rio Preto é como rever-me num espelho
em que nada envelhece e tudo que sinto,
move-me a ele. Mas quando o quero
em minhas mãos, quebra-se.

04.11.2007

RETORNO FUGAZ

2 opiniões sobre “RETORNO FUGAZ

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