Sou o grande amor da solidão:
seu anel de grau, seu rosário,
sua caixinha de música.

Durante o dia, me reparte
ao sol. Em qualquer horário
resta-me a canto silente.

Povoa-me de bocas risonhas
a entoar cantigas não minhas.
Encontros cativos de ladainhas.

Tudo é afastamento
na lassidão de meus olhos desprevinidos;
ruídos mudos, transidos.

E eis que o nada, príncipe
destes tempos, surge.
.

RUÍDOS MUDOS
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