Porto no bolso a espera
na síntese do que emboca,
a cada dia que deslizo
dentro de meus mares.

Que rejeita os sinos
os fogos e o gozo
que morrem em véspera
do que me anunciei.

Tudo se posta tarde,
passado e côncavo
na saudade de mim
quando nunca fui.

Um espelho torto,
dragão e fomentador
nem me reflete
nem me abjuga;

apenas mostra um rosto
que fustiga o que de mim
escorre e não me deixa
nascer o que me conclui.

SINOS SILENCIOSOS

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