Ele sonha

como eu poderia ser.

Ela sonha comigo

cheio de gravatas profundas.

Eles sonham comigo

com olhos como um falso espelho.

Eu sonho mais

(o tempo todo).

Por isso moro no quarto dos fundos

onde mastigo sobras

do que em mim é real

(as derradeiras).

Nas paredes

amarelas escreveram:

(algum prisioneiro

de barbas longas)

Há de prevalecer aos séculos

todas as pragas mosaicas.

2.4.16

SOBRAS

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *