Para a Ely, com afeto.

Por estes últimos dias, tenho estudado com afinco, a obra de Apolônio de Tiana, mago e filósofo do Século I, cuja essência de seus ensinamentos está calcada no grande bem que a Natureza nos propicia, o Silêncio (Apolônio ficou 5 anos sem falar, obedecendo a regra rígida do Pitagorismo, do qual foi adepto.) Em meio a este momentos, recebo um mimo da querida amiga Ely Vieitez Lisboa: o livro de contos da escritora Eunice Mendes, FACA NA LÍNGUA. Penso em lê-lo logo após o término dos estudos a que me referi acima. (Ainda, ao mesmo tempo, tenho um Malraux para terminar) Mas, como se trata de uma indicação da Ely, resolvo ler apenas o primeiro conto, pois a comichão por boa letras é viciante. E tomo um susto, o conto se chama Silêncio. Um sorriso acompanha de chofre um vixe! E deparo-me com linhas assim: “Silêncio traz verdades incômodas e nos impede de nos escondermos à luz da ignorância. É o carrasco da vida mais pacífica e nos empurra para a infelicidade do autoconhecimento.”Epa! Imediatamente penso em sicronicidade (Hello, Jung!), mas também na energia do próprio taumaturgo da Capadócia, que tenho namorado ultimamente. Sei lá, mas acredito em bons sinais. Enfim, agradeço a Ely pelo precioso presente e parabenizo o talento de Eunice Mendes (sabe das coisas). Adorei tudo isso. E finalizo estes dizeres cantarolando um verso do Gil: “O mistério sempre há de pintar por aí.”

25.9.19

O CACHIMBO E A TAL DA BOCA TORTA

Ontem encontrei-me com um velho amigo de quem gosto muito. Um encontro físico, visto que na internet estamos sempre juntos. Ele, com todo o carinho do mundo, perguntou-me quando vou lançar um novo livro de poemas. Digo a ele que lanço um livro por semana! Ele fica meio sem jeito, e já traz rapidamente à baila o “como assim?”. Em meio a sorrisos fraternos, explico que tudo que escrevo coloco na minha página que mantenho já há 9 anos na internet – Sítio de Poesia –alfredorossetti.com.
Aí ele me diz que não é a mesma coisa, que está se referindo ao livro físico, de papel capa e prefácio.
Digo a ele o seguinte: na minha página, estão todos meus livros que já editei e todos os poemas que, possívelmente, irão compor o tal novo livro de papel, se por ventura, fizer.
Ele insiste, quer o livro livro,como ele denomina.

Aí, digo-lhe que ele venceu e que quando o livro estiver pronto, informarei a ele o nome endereço da livraria que colocarei à venda.

E para encerrar o assunto, pergunto-lhe se posso passar a informação via telegrama. Naturalmente, ele percebe a ironia, diz que eu não tenho jeito mesmo e terminamos o encontro com um abraço daqueles que só grandes amigos podem e sabem dar.


15.10.2014