Pego nas mãos

algumas palavras

soltas como confetes

que versejarão

após darem liga.

Num mesmo prato,

ordenados em cores,

adquirirão o tempero

do barro que modela,

do sopro da pimenta,

da boca que canta.

Saltarão, as palavras,

por meridianos líquidos

a compor a imitação

do que se olha ao redor

do que se sente nas ruas,

do que se cala em dor.

No composto final,

juntos – forma e conteúdo,

vivos versos que animam

o ritmo que pulsa. Válvulas

entre as artérias da poesia.

11.7.19

TEMPERO

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *