Cada dia mais próximo
da necessidade de um auto-concílio,
sigo lembranças como se me abandonasse.

Sou um completo funil e exílio,
nem mais rogo nem exijo
do exíguo rol de amigos
pequenos laços; nos braços
dos que tocam bumbos,
comem mulheres alheias,
riem fartos e conversam rasteiro.

Assim, me exauro: o funil.
Exilado, por conta do canto das sereias.
VELHOS AMIGOS

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