Frívolo cantador de suores distantes,
desvendo o que refuga num poema arrepanhado.

 

Ante a flor de pétalas dissonantes
se cismo, retiro do pulsar um abismo
de estupor da angústia ávida pelo fado.

 

Um salto em torno da vaga por mais alto a paliçada
da trajetória aflita, cumpro e excluo da madrugada
o calor de que não sei se desdita
e encaro na natureza da dor do nada
que dentro de mim se agita.

 

É quando um verso que não morre alteia
o que está imerso, e na cisão da falsa teia
salta e à pena ensina:

 

tudo isso que escorre é o viver da noite finita,
que me abrange como um lago que socorre
e ao se enfeixar com o alvorecer, se jardina.

 

Mas como espectro de mera fita, declina.

 

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VERSOS DA NOITE II

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